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Noite Europeia dos Investigadores 2026
A Noite Europeia dos Investigadores 2026 (NEI Braga 2026) é uma iniciativa promovida pela Comissão Europeia desde 2005, com o objetivo de celebrar a ciência e de a aproximar dos cidadãos através de um evento gratuito e aberto a todos, e que ocorre em simultâneo em mais de 30 países e 300 cidades por toda a Europa. Esta iniciativa permite ao público em geral descobrir a investigação, a ciência e a inovação através do entretenimento, e mostra o seu impacto no quotidiano dos cidadãos, estimulando o interesse por carreiras científicas, principalmente entre os jovens, quebrando as barreiras que separam a Ciência dos cidadãos e desmistificando a imagem do cientista distante e inacessível.
Este ano, a Noite Europeia dos Investigadores irá decorrer no dia 25 de setembro.
A NEI Braga 2026 conta com a parceria local dos Municípios de Braga, Guimarães, Famalicão, Vieira do Minho, Ponte de Lima, Fafe e Viana do Castelo, do INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, do Centro Nacional de Computação Avançada, da Escola de Engenharia, Escola de Economia, Gestão e Ciência Política e Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, num compromisso conjunto com a inovação, sustentabilidade e educação, trazendo a ciência e a tecnologia para o centro de uma região jovem e vibrante.
Organizada pela Escola de Ciências da UMinho, a Noite Europeia dos Investigadores 2026 em Braga prossegue a sua estratégia de consolidação da NEI Braga como o maior evento de Ciência do Norte de Portugal.
O Lab2PT estará presente na NEI Braga 2026 através de várias sessões, demonstrações, jogos e exposições em permanência relacionadas com projetos, workshops, e outras atividades desenvolvidas no centro de investigação, que têm nesta iniciativa a oportunidade de serem divulgadas e exploradas pelo público em geral:
- Arqueologia Agrária no Extremo (Arcos de Valdevez): Materialidade e Documentação (séculos XVII a XIX): Apresentação da investigação da tese de mestrado de Arqueologia de Clara Lemos que está relacionada com a Escola no Território do Extremo.
- Descobrir os têxteis do passado: investigação, cor e materiais: Nesta atividade, os visitantes poderão descobrir como a investigação histórica permite reconstruir os materiais, as técnicas e as cores dos têxteis do passado. Através da observação e manipulação de documentos históricos, fibras, fios, tecidos e corantes naturais, provenientes de projetos de investigação e de atividades de arqueologia experimental, como o projeto REVIVE (2022.01243.PTDC), será possível conhecer as diferentes etapas da produção têxtil e compreender como os investigadores estudam este património. Os participantes poderão ainda experimentar a tecelagem em pequenos teares, reproduzindo padrões inspirados em modelos históricos e tradicionais.
- Fortalezas da Fronteira: um projeto de Ciência Cidadã: Vídeo resumo do projeto internacional “Fortalezas da Fronteira “.
- Microcredencial ARQUS Living Lab Heritage and Society: Apresentação da microcredencial através de vídeo, posters e trabalhos dos estudantes.
- «Terra do nevoeiro»: uma coreografia de tarefas: Apresentação da investigação da tese de mestrado de Arquitetura de Célia Barbosa que está relacionada com a Escola no Território Extremo.
- Escola do Território: Ciência Cidadã em Ação: Espaço interativo sobre participação das comunidades na produção de conhecimento e valorização do património e território.
- Património Vivo para a Infância: quando as crianças interpretam o património arqueológico: Promovida pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, esta atividade apresenta os resultados do projeto Património Vivo para a Infância (2026), através da exibição de um vídeo que documenta uma experiência de investigação interdisciplinar em arqueologia, educação patrimonial e comunicação do património. O projeto integrou a Escola de Verão Luso-Brasileira “Cultura Material e Educação Patrimonial”, desenvolvida em parceria entre a Universidade do Minho e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, Brasil), reunindo docentes, investigadores e estudantes das áreas da Arqueologia, Comunicação, Educação e Património Cultural. Ao longo do projeto participaram estudantes da Licenciatura e do Mestrado em Arqueologia, Educação e do Doutoramento em Património Cultural da Universidade do Minho, que acompanharam as atividades desenvolvidas nas Termas Romanas do Alto da Cividade e em contexto escolar, culminando na criação da Fabulação Patrimonial Infantil, uma narrativa construída pelas próprias crianças a partir das suas experiências e interpretações do património arqueológico. O vídeo evidencia o potencial da investigação colaborativa para aproximar ciência e sociedade, demonstrando como a arqueologia, em articulação com a educação e a comunicação, pode promover a participação das crianças na valorização do património cultural e na construção de novas formas de conhecimento.
- Braga sob os nossos pés: novas descobertas da Arqueologia Urbana: Promovida pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, esta atividade apresenta cinco pósteres científicos que divulgam resultados recentes de investigações desenvolvidas no âmbito dos mestrados e doutoramentos em Arqueologia. Os trabalhos dão a conhecer diferentes estudos sobre a evolução urbana de Braga, desde a época romana até períodos mais recentes, abordando temas como a arquitetura, a cultura material, a ocupação do território e as transformações da cidade ao longo do tempo. Através desta mostra, os visitantes poderão conhecer como a investigação arqueológica contribui para reconstruir a história de Braga, compreender os métodos utilizados pelos arqueólogos e descobrir o papel da arqueologia urbana na valorização, proteção e divulgação do património cultural. A atividade pretende aproximar a investigação científica da sociedade, dando visibilidade aos projetos desenvolvidos por estudantes e investigadores da Universidade do Minho e demonstrando como a arqueologia produz conhecimento relevante para a compreensão do passado e para a gestão do património no presente.
- Conversas em torno dos Living Labs: Sessão de conversa com o público sobre Living Labs nas Ciências Sociais.
- As doenças têm História? : Apresentação e discussão das doenças e epidemias que se verificaram em Portugal nos séculos XIX e XX.
- Quem Pode Viver Aqui? Repensar a Habitação Hoje [20h30]. O acesso à habitação tornou-se um dos grandes desafios das sociedades contemporâneas. O aumento dos preços, a escassez de oferta, as transformações urbanas e as desigualdades no acesso à cidade colocam questões que dizem respeito não apenas às políticas públicas, mas também à forma como imaginamos e construímos os lugares onde vivemos. Este workshop convida o público a refletir sobre estas questões a partir de diferentes perspetivas. Reunindo académicos de áreas distintas e ONG com intervenção direta na área da habitação, pretende promover um diálogo entre investigação, prática profissional e experiência no terreno. Ao longo da sessão serão discutidos temas como o direito à habitação, os desafios do planeamento urbano, as dinâmicas sociais que moldam o acesso à casa e o papel da sociedade civil na procura de soluções mais justas e inclusivas. Dirigido a públicos académicos e não académicos, este workshop pretende criar um espaço de conversa, debate e participação, aproximando a investigação científica das preocupações do quotidiano e incentivando uma reflexão conjunta sobre uma questão central para o presente e o futuro das nossas cidades: afinal, quem pode viver aqui?Destinatários: público generalizado – Atividade com inscrição até 15 de setembro
Organização: Instituto de Ciências Sociais da UMinho
Mais informação: AQUI
25 de setembro de 2026 14h30-24h00
Forum Braga
Escola de Ciências da UMinho Instituto de Ciências Sociais da UMinho